Mercado Imobiliário

Compra de imóveis: 6 despesas extras que você levar em conta

Embora o maior gasto na compra de imóveis seja, obviamente, o valor do bem em si, há muitos outros gastos associados e que nem sempre são levados em conta pelo comprador. Com isso, é comum que a pessoa termine assustada com o valor da negociação, devido à falta de planejamento e de conhecimento do negócio imobiliário.

Para evitar que esses gastos comprometam seu orçamento, confira seis despesas extras que você deve ficar atento!

ITBI

O ITBI é o Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis. Trata-se de um gasto extra que quase nunca é considerado na hora da compra de imóveis, mas que pode pesar um pouco o seu orçamento.

Esse imposto é cobrado sobre a transferência de imóveis e tem um valor que depende da localização do empreendimento, ficando normalmente entre 2% e 3%.

Cada prefeitura, portanto, cobra uma taxa sobre o valor da transação, ficando a cargo do comprador abater essa dívida. Se você estiver adquirindo o primeiro imóvel e pelo Sistema Financeiro de Habitação, esse valor cai pela metade.

Registro do imóvel

Já o registro do imóvel é o documento que mantém a situação regular e que deve ser feito em um Cartório de Registro de Imóveis.

O valor também é cobrado de maneira diferente dependendo de onde o imóvel se localiza. Normalmente, esse valor fica entre 1% e 3% do valor total do empreendimento, sendo de caráter obrigatório.

Escritura

A escritura é uma espécie de selo de confirmação para o contrato de transferência de bem imóvel. É esse o documento responsável por amparar e garantir ao comprador que ele é o novo dono do imóvel, por isso, ele também vem com custos.

Basicamente, o valor da escritura depende de onde o imóvel está e de qual é o seu valor de avaliação. Cada Tabelionato de Notas Estadual cobra um valor diferente e que depende do valor do preço do imóvel.

De modo geral, o valor é fixo e depende da faixa de preço do imóvel. Esse valor, entretanto, só é cobrado para compras feitas à vista.

SATI e corretagem

As taxas de SATI na corretagem dizem respeito à assistência que você recebe de profissionais para que possa realizar o processo de compra. Embora essas taxas sejam de pagamento obrigatório por quem vende, muitos clientes se veem coagidos a pagá-las para que possam fechar negócio.

A taxa SATI cobra 0,88% em cima do valor do imóvel, enquanto a taxa de corretagem fica entre 5% e 6% do valor do bem. Vale dizer, contudo, que este tipo de cobrança se dá normalmente em imóveis de lançamento.

Seguros

Outro gasto, muitas vezes, imprevisto é o de seguros, já que algumas transações de venda de apartamento, por exemplo, exigem esse tipo de contratação.

Além disso, quando a compra é feita pelo Sistema Financeiro de Habitação, há a necessidade de contratação de seguro para morte ou invalidez permanente — o que impossibilita o pagamento das prestações — e para danos físicos ao imóvel.

Reformas

Mesmo tomando todos os cuidados e fazendo a vistoria adequadamente, é possível que seja necessário realizar algumas reformas no novo imóvel.

Essa, inclusive, é uma das despesas mais frequentes e onerosas entre quem troca de lar. Por esse motivo, é preciso prever parte do orçamento para a realização das modificações necessárias.

Despesas com documentações, seguros e até mesmo reformas precisam estar inclusas em seu orçamento na hora de comprar um imóvel, já que é muito provável que você se depare com elas no fechamento do contrato — e tudo o que você não quer é deixar de adquirir o imóvel por detalhes imprevistos.

Faça as contas com as despesas, prepare seu orçamento e, então, você estará pronto para trocar de lar. Tem dúvidas sobre as taxas na compra de imóveis? Não deixe de usar os comentários para perguntar e debater!

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