Mercado Imobiliário

Consórcio ou financiamento imobiliário: qual o melhor?

Assim como já acontece há bastante tempo com os consórcios de veículos, de uns anos para cá, os consórcios de imóveis estão se tornando cada vez mais conhecidos no Brasil. Por outro lado, os tradicionais sistemas de financiamento imobiliário, sejam eles pelas regras do Governo Federal, sejam pelas regras das instituições privadas, já são bastante comuns, configurando alternativa quase automática para boa parcela das pessoas que desejam adquirir um imóvel mas que não dispõe de todo o recurso para uma compra à vista.

Diante das duas alternativas, você pode estar se perguntando: “qual a melhor opção?”. A resposta vai depender da sua necessidade de ocupação do imóvel e da sua capacidade de pagamento. Veja nesse post as características de cada sistema e os prós e os contras que cada um oferece, de acordo com a sua condição financeira.

O consórcio

O consórcio é aquele sistema pelo qual um grupo de pessoas se reúne para formar uma poupança com uma finalidade específica de aquisição de um bem qualquer, que pode ser um imóvel, por exemplo. Por esse sistema, o acesso ao bem pode ser feito durante as assembleias, por meio de sorteios ou por lances, ou no final do prazo total do pagamento. Quando o consorciado é contemplado, ele recebe uma carta de crédito, que pode representar 100% ou parte do valor do imóvel desejado.

No consórcio não há cobrança de juros. O que se cobra é uma taxa de administração, que varia de acordo com a administradora, e um fundo de reserva, que são divididos pelo prazo total do consórcio e corrigidos ano a ano pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). O prazo de duração de um consórcio imobiliário varia entre 10 e 15 anos.

O financiamento

Já o financiamento é o tradicional sistema de empréstimo, pelo qual uma instituição financeira libera o recurso sobre o qual serão cobrados juros e correção monetária. Os prazos de pagamento do financiamento imobiliário são maiores do que os do consórcio, podendo chegar a 30 anos.

É preciso considerar que, hoje em dia, a Caixa Econômica Federal (CEF) financia apenas 50% do valor de imóveis usados e 80% de imóveis novos. Esse montante pode ser maior em instituições privadas, mas não chegam a 100%.

Consórcio x financiamento

A grande vantagem do consórcio diante do financiamento é ter um custo significativamente inferior ao dos juros cobrados pelo financiamento imobiliário. Por exemplo, considerando um consórcio com 120 meses de duração, com taxa de administração de 17% do valor da carta de crédito, fundo de reserva de 1% e INCC de 5% ao ano, um imóvel de R$500 mil custará um total de pouco mais de R$740 mil, se adquirido pelo sistema. O mesmo imóvel financiado pelo sistema SAC custará quase R$790 mil e quase R$810 mil pelo sistema Price.

Além disso, como o consórcio libera uma carta de crédito, que é praticamente dinheiro vivo, a capacidade de compra do consorciado fica bastante reforçada, o que permite que ele negocie valores na hora da aquisição. Contudo, isso só acontece se ele tiver capacidade para dar um lance ou se for contemplado por sorteio. Do contrário, terá que esperar por dez anos ou mais, até que o consórcio seja encerrado e a carta de crédito seja liberada.

Ou seja, como no financiamento o dinheiro é liberado em no máximo seis meses após a análise e a aprovação do crédito, isso significa que pelo sistema de crédito concedido pelos bancos há a vantagem da pessoa poder comprar um imóvel em tempo mais rápido, às vezes de poucos meses, dependendo da quantia que ela tem em dinheiro para dar a parcela de entrada.

Juntando estas informações às suas condições de compra você poderá decidir o que é melhor para o seu caso: consórcio ou financiamento. Você ainda tem dúvidas sobre os dois sistemas? Deixe aqui o seu comentário sobre o assunto!

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