Mercado Imobiliário

Financiar um imóvel ou pagar à vista: o que vale mais a pena?

Quando você decide comprar um imóvel mas não tem o valor total do bem, ou quando o objetivo é manter um dinheiro em caixa, o financiamento pode ser a solução para sair do aluguel. Se a intenção é estrear como investidor do mercado imobiliário, que é sólido por excelência, rentável por natureza, e está em constante valorização, essa também pode ser uma opção. Em ambos os casos, decidir como pagar pelo apartamento ou casa que se tem em vista, é um passo importante.

Pensar os aspectos de cada tipo de compra te ajudara a fazer a melhor escolha. Pensando nisso, preparamos esse post. Leia até o final e descubra qual vale mais a pena!

Pagar um imóvel à vista: o que realmente envolve

Reunir todos os recursos que se tem e empregá-los na compra de um imóvel tem 2 lados: você fica livre de quaisquer preocupações com parcelas, e essa é uma vantagem e tanto. O outro lado é que, em alguns casos, para quitar o imóvel, acaba-se abrindo mão da reserva financeira; uma situação que deve ser analisada com cautela.

E, na hora de verificar se o dinheiro guardado é suficiente para pagar a totalidade dos custos com a compra de um imóvel, não se esqueça de incluir nas contas:

  • as taxas cartoriais, especialmente com o registro da escritura

  • os impostos, principalmente o ITBI, Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (em Mauá a alíquota é de 2%)

A compra de um primeiro imóvel pode-se obter descontos dessas taxas, sendo necessário fazer declarações específicas (ao cartório e ao fisco) para conseguir as isenções.

Financiar um imóvel: é preciso muita informação

Se você refletiu sobre a compra do imóvel e decidiu que o melhor jeito de fazê-la é por meio de um financiamento, a partir dessa decisão, obter o máximo de informações te livrará de dores de cabeça.

Aspectos importantes sobre financiamento imobiliário:

A entrada para compra de um imóvel, atualmente, gira em torno de 20% a 50% do valor total do bem (no caso de imóveis usados a serem financiados pela Caixa Econômica Federal).

O saldo devedor será reajustado de acordo com indexadores determinados na contratação do financiamento. Os indexadores praticados pelo mercado, para financiamento imobiliário, são:

  • INCC (índice Nacional da Construção Civil), para imóveis na planta ou ainda em construção.

  • IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado), adotado pelas construtoras ao financiar seus imóveis prontos.

  • TR – Taxa Referencial, índice usado pelos bancos, leva em consideração a remuneração média das aplicações bancárias.

Ao contratar um financiamento imobiliário, há também a incidência de juros. Eles podem ser:

  • Pelo Sistema de Amortização Constante (SAC): a Caixa Econômica Federal o utiliza, para financiamento imobiliário. Resulta em amortizações no período de vigência do financiamento, de modo que as prestações também diminuem.

  • Segundo a Tabela Price: todo o sistema financeiro usa a Tabela, que é o sistema de amortização francês. Quem tem um financiamento pela Tabela Price pagará, até a última parcela, o mesmo valor da primeira.

Vantagens e riscos do financiamento

Entre as vantagens do financiamento imobiliário está o prazo de pagamento: ele pode chegar a 30 anos. Vale ressaltar mais uma vantagem: é possível revender um imóvel financiado antes de sua quitação, como você pode ler em “Vender imóvel financiado: é possível”.

Também é importante ter claro que, aplicar seu dinheiro para pagar as prestações do financiamento imobiliário com os juros e correções obtidos, é bastante arriscado. Em tempos de pouca lucratividade com as aplicações financeiras de baixo risco, como poupança e fundos de renda fixa, e de alta na inflação, é melhor dar a maior entrada possível ao comprar uma propriedade.

Para quem tem dinheiro no FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), é interessante considerar as condições para utilizá-lo na compra do imóvel. Há, ainda, o programa governamental Minha Casa Minha Vida, já na terceira edição. Contratar crédito imobiliário pode significar trazer à realidade o desejo de morar no que é seu, pois financiar um imóvel é investir no futuro.

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